Ecoparque Praia do Forte: inicio do estudo

A Praia do Forte de Natal é seguramente uma das praias urbanas mais belas do RN ou mesmo do nordeste do Brasil. Em Natal, ela compete em beleza com a praia de Ponta Negra. No conjunto balneabilidade-facilidade de banho de crianças-prática de hidroginástica e natação ela é disparada a praia mais apropriada em todo RN. O paredão natural de arrecifes que se prolonga em toda sua extensão e contribui em muito ao dar-lhe geografia particular e impedindo a entrada de peixes de grande porte e de ondas mais violentas. Eles permitem a formação de piscinas naturais, mesmo em maré baixa. Idosos e crianças normalmente são super bem vindos a essa praia. Mas, é importante alertar que, principalmente, no início do vazamento das grandes marés, a praia cria um ponto de dragagem de nadadores e banhistas para além das pedras através de uma depressão nos arrecifes bem no piscinão. Nenhuma sinalização orientadora ou de alerta jamais foi colocada no local mais crítico. Por isso, algumas mortes por afogamento têm acontecido na área.

A área do piscinão natural apesar de ser o melhor local de banho da praia do Forte e de Natal, ainda não possui qualquer infra-estrutura de apoio. O Programa HIDRO NA PRAIA, de minha autoria e execução, funciona justamente nesse piscinão a quase 12 anos ininterruptos e sem contar com qualquer apoio governamental ou empresarial. Em média, 40 alunos praticam regularmente  hidroginástica, nas terças, quintas e sábados, das 6 às 8h. Pedidos de colocação de chuveiros e de banheiros químicos no calçadão próximo ao piscinão, foram muitos e nada conseguimos.

Um outro ponto positivo da praia do Forte é a Fortaleza dos Reis Magos, um dos equipamentos culturais mais importantes e visitados no RN. A quase um ano noticiou-se a existencia de um projeto para criar uma super marina (privada) próximo a Fortaleza. Sobre este projeto pouco sei. Não sei qual a área total requisitada para o empreendimento e qual o impacto ambiental que ela comprometerá. Necessito de mais informações sobre o projeto. Será que está sendo previsto a disponibilização de um espaço público para que desportista de canoagem, por exemplo, possam acessar e remar no Rio Potengi partindo da praia do Forte? Será que podemos transformar os esqueletos da inacabada ponte Forte-Redinha e mesmo as colunas na nova ponte em um setor público de esportes radicais e de aventura, tipo: paredão de escalada e rapel, tirolesa, arvorismo, pistas de esqueite, bicicleta e patinação? O potencial da área é enorme e ainda está sub utilizado. Mas privatizar toda a área é um engano a ser evitado.

Motivado pela grande aceitação social e governamental do projeto Ecoparque Bom Pastor, já comecei a pensar um outro projeto de complexo sócio-ambiental, cultural, esportivo e de lazer para a área pública da praia do Forte, buscando propor sua urbanização, a ampliação da segurança e do estimulo e apoio a prática eco-esportiva. Esse projeto estou denominando de EcoParque Praia do Forte. No processo de estudo e elaboração certamente considerarei respeitosamente as áreas da Fortaleza e da futura Marina.  Mas, já adianto, na minha opinião as áreas de mangue não devem ser destruidas, parte das áreas e colunas da ponte Forte-Redinha devem ser disponibilizada para a futura implantação de um setor público de eco-esportes, inclusive, com um acesso público para o Rio Potengi que facilite a prática de canoagem. Esse setor faria parte do complexo público Ecoparque Praia do Forte.

Quem tiver interesse na ideia ou tiver informações sobre o projeto da Marina socialize comigo. email milttao@gmail.com.
Um fraterno abraço.

Prof. Milttão

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