Prof. Milttão: um pouco de sua história e ideias.

Minhas principais bandeiras.

Permita-me amigo (a) evidenciar que não tenho nenhuma pretenção político eleitoral, embora entendo que posso favorecer em muito quem ou os quais eu observe como importantes e merecedores de meu voto e dos meus amigos. Também não pretendo adquirir vantagens pessoais financeiras, especialmente, com os primeiros projetos sócio-ambientais. Eles serão importes contribuições sociais e ambientais que tenho que fazer, embora o motivo ainda não me esteja claro. Talvez seja um compromisso espiritual, que ainda não lembro, mas sinto. Só sei que fui contaminado por um benéfico vírus sócio-ambiental que ficou latente por um bom tempo em mim e só recentimente parece querer aflorar com muito vigor.

Há quase quinze anos, o social e o ambiental têm sido minhas bandeiras de luta, mesmo em movimentos e ações tímidas, quase acanhadas. Fui o precursor do Movimento SOS Mangue. Promovi muitas caminhadas ecológicas, com retiradas de lixo de ambientes naturais frágeis. Por anos fui professor educação física voluntário para pacientes da cardiologia do Hospital Universitário Onofre Lopes. Desde 1998, desenvolvo ininterruptamente o programa HIDRO NA PRAIA. É o único programa particular que orienta e ensina a prática saudável de hidroginástica exclusivamente em ambiente de praia (do Forte, Natal/RN), inclusive, para pessoas sem renda, mesmo sem ter qualquer ajuda empresarial ou governamental. Quem pode pagar paga uma mensalidade em valor bem abaixo do mercado, quem não pode pagar faz as aulas assim mesmo. O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo, frequentador da praia do Forte, foi convidado algumas vezes para tornar o Hidro na Praia público, mas nada fez. Ou faltou vontade ou visão política, ou os dois. A ideia do Eco Parque também foi ventilado para ele. Também nada fez. Sinto que agora há um clima particularmente favorável. Informo aqui que no pleito eleitoral que elegeu a atual prefeita eu não estava do lado dela. Mas, agora, legitimamente eleita, estou do mesmo lado (pelo bem de Natal). Peço a Deus que ela tenha visão politica e empresarial, além de muita ética, e o desejo de melhorar a cidade.

Um pouco da minha atual historia.

Sou profissional da educação física nas redes municipal e estadual em Natal. Atualmente, estou gestor da Escola Nunicipal Francisca Ferreira da Silva, no bairro Bom Pastor, Natal (RN). Estou casado (pela terceira vez) e sou pai de dois filhos (20 e 16 anos) e duas filhas (11 e 7 anos). Nasci em Cana Brava, na época, no município de Touros/RN, em abril de 1966. Em 1969, com 3 anos idade, passei a morar em Natal, na atual divisa entre os bairros das Quintas e Bom Pastor. Cresci na liberdade e na segurança daquela época. Brincava nos muitos terrenos livres existentes e nas águas ainda pouco poluída no antigo rio das Quintas (hoje um esgoto a seu aberto) e nas áreas de mangue das proximidades (hoje quase inacessives pelo amontuado de barracos, lixo e podridão desses locais). Fui filho obediente, de familia simples, de pai autero e enérgico e mãe dôce (uma professora primária, jatualmente vivendo na espiritualidade). Eu parecia diferente dos 4 irmãos (sendo 2 irmães). Era disposto a crescer sócio-economicamente e tinha autonomia e vontade de estudar. Estudei só em escolas públicas. Estimulado por uma professora, passei sem cursinho e cursei o técnico em eletrotécnico na ETFRN (1982-1985). No inicio do curso fui ou voltei muitas vezes à pé desta escola, por falta de dinheiro para pagar as 4 passagens de ônibus (na época não tinha ônibus direto norte-sul). Mas, não era complicado para quem era um corredor fundista e um atleta de voleibol. Trabalhei como bolsista embalador num supermecado de Natal. Com o término do curso, fui selecionado pela Vale do Rio Doce para estagiar e trabalhar em Carajas - PA (1985-1988). convivi com a maior jazida de ferro do mundo, em uma área serrana belíssima. Na ocasião, pude acessar e exercitar as oportunidades da classe média econômica. meu primeiro carro, contas especiais em bancos, cartões de crédico, viagens de férias de avião, hoteis, etc. Apesar de ter gostado, cheguei a conclusão de que trocaria o emprego e o bom salário por um outro emprego próximo a praia e ganhando até metade do salário na época. Percebi na ocasião que o dinheiro não era tudo pra mim. A liberdade e a paixão naquilo que está fazendo seriam meus motivadores. Passado quase 3 anos na empresa, progredido 2 níveis, achei que o curso técnico de nível médio me limitava profissionalmente e a distancia de 1200 km da praia mais próxima me agonizava, feito uma planta sem água. Pedi para sair da empresa para tentar fazer engenharia elétrica. Já no trâmite da saída, fui forçado a casar (e nem grávida a garota estava). Na região, ou casa ou matam. Foi melhor casar (rs). Voltei casado para Natal. Morei aqui mais 6 meses. Não consegui emprego na minha área profissional. Fui para São Paulo (a contra gosto) e logo fui trabalhar numa empresa metalúgica suíça ( de 1989 a 1990). Tentei começar um curso de engenharia elétrica, não deu certo por falta de tempo para o trabalho e a familia (o meu primeiro filho estava a caminho). Recebi uma oferta interessante de emprego no norte do Pará. Quando já estava tudo certo para viajar, a empresa entrou em greve e suspendeu as novas contratações. Voltei para Natal (já com o casamento em crise), aqui não consegui paz devido a conflitos em minha esposa e meu pai. Fui para Santarém, norte do Pará, onde morava os pais da esposa. Já disposto a separação. Pediram para eu dar um tempo. Fiquei esperando que a empresa que me convidara anteriormente reabrisse as contratações. Nessa espera fiz trabalhos temporários até de auxiliar de mecânico. Com o casamento insustentável, ameaças de suicidio caso resolvesse separar, não segurei o estresse, peguei só a roupa do corpo e voltei (fugi) para Natal de carona (pois não tinha dinheiro para percurso todo). Peguei um avião, dois caminhões e um ônibus como meios de transporte. Por ter sido caroneiro por muito tempo, gosto de dar carona. Voltando a Natal, abandonei a área elétrica. Trabalhei com vendas de pecúlio (coisa que jamais pensaria, por ser tímido e meio gago). Fui o vendedor do ano e ganhei uma viagem para uma convenção com melhores do Brasil, no Rio de Janeiro. Com pouco tempo perdi o encanto pela nova profissão, pois encontrei uma concentração absurda de picaretas, e a abandonei também. Investi meu foco no vestibular de educação física na UFRN, depois de 7 anos sem estudar. Estudei só quimica e biologia, minhas principais desconhecidas. Passei, cursei e vivi a universidade por 6 anos. Fui lider de Centro Acadêmico e DCE. Fundei uma Empresa Junior (associação de alunos de um curso). Participei ativamente das primeiras versões do Trilhas Potiguares. Fiz treinamentos particulares de eco-fitness, colônia de férias e acampamentos e Boas Vindas Universitárias, no campus central da UFRN. Fui o primeiro acadêmico da Educação Física, talvez o único, a fazer estágio na cardiologia do Hospital Universitário Onofre Lopes. Faltando apenas faltava a monografia de final de curso (que levou quase 2 anos para terminar, mais por medo do que incompetência) criei o programa HIDRO NA PRAIA, para atender pessoas de baixa renda (portadores de hipertensão, diabetes e cardiopatias moderadas excluídos de academias ou clínicas, por ter pouco ou nenhum dinheiro). O programa funciona até hoje, às 6h e 7h das terças, quintas e sábados, no piscinão natural da praia do Forte. Em 1999 finalmente licenciei-me. Não queria trabalhar em escolas ou academias, meu sonho era o PSF (programa saúde da família). Não houve concurso. Enquanto isso, trabalhei como serviço prestado para UNIMED (dando palestras sobre atividade física e saúde e práticas de relaxamento e sinsibilização, junto ao então departamento de medicina preventiva). Nessa epoca, quando se pensava em eventos de caminhada, na maioria, eu estava lá orientando. Lembro que ao final de uma sessão de volta a calma e relaxamento, Dra Zita declarou maravilhada que eu havia evangelizado. Num outro evento de caminhada, com um grupo de congressistas de nutrição e nutrologia, que levei-os (fora da agenda) por uma trilha para o topo do morro do careca em noite de lua cheia e deici runo a praia de alagamar, maravilhou a todoos. Um pesquisador que estava no grupo, que teria ou iria sair no Fantástico comandando uma pesquisa com uma população obesa numa do sul do país, estava no grupo e declarou publicamente não ter vivido algo tão maravilhoso, mesmo em suas andanças por vários paises do mundo. Me achei super bem, útil, importante. Fui também personal training (sem muita vontade). Gosto de trabalhar com grupo de pessoas, especialmente, os mais necessitados. Mesmo que a contra gosto, prestei concurso e ingressei nas redes públicas de ensino da capital e do estado. Tinha necessidade de estabilidade de emprego e renda. Como professor acabei voltando a atuar no bairro do Bom Pastor, bairro onde cresci e que meu pai ainda mora. Com pouco mais de 3 anos, fui eleito diretor da maior escola municipal do bairro. Passei a viver as carências, os ploblemas e as angústias do ensino público, especialmente, num bairro onde centenas a milhares de pessoas vivem em condições de penúria, desejos quase fisiológicos. A violência generalizada, o desemprego, a fome, a condição precária de moradia, o individualismo, a descrença no poder público, na educação, na saúde e na segurança, a baixissima estima, escolas priorizadas como espaços de lazer e de alimentação, entre outras mazelas, estão presentes no nosso dia a dia. É aí que eu tenho convivido. É por isso que eu me sinto motivado e quero contribuir para o inicio de um processo de desenvolvimento humano e ambiental na área. O Eco Parque Bom Pastor será esse começo.

Grande e Fraterno Abraço.

Milton França Jr.

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