Nasce Novo "Polo" Ecoturístico em Natal

Por iniciativa popular, coordenada por esse que vos escreve, já apoiado por um crescente coletivo de ambientalistas e simpatizantes, denominado Movimento Mangue Vivo, além do apoio de lideranças comunitárias locais, iniciaram testes de atividades ecoesportivas e de lazer ecológico com convidados de Natal, de diferentes faixas etárias e níveis econômicos e culturais e tem sido um sucesso.  Iniciamos também o treinamento de pessoas locais para serem guias e monitores das atividades e ativistas da preservação ambiental e do desenvolvimento do Polo. Nossa prioridade atual é testar e divulgar, como forma de fazer crescer o número de conhecedores e apaixonados pela região. Visamos também estimular a participação efetiva dos governos municipal, estadual e federal e de lideranças do segmento turístico no processo de desenvolvimento do #PoloEcoTurísticoGuarapes226.





Sem medo de errar, digo que 99,99% da população de Natal e do RN desconhecem um dos seus mais importantes e belos patrimônios ambientais, biológicos e cênico-paisagísticos, a Região Dunar e Estuarina do Guarapes e BR226 (Natal e Macaíba). Grande parte desse desconhecimento deve-se a pouca divulgação sobre as belezas e a importância biológica e cênica da região. Outra significativa parte do desconhecimento deve-se ao preconceito alimentado, inclusive, pelos governos e a imprensa. Raramente sai alguma matéria positiva sobre os bairros natalenses do Guarapes, Felipe Camarão e Bom Pastor, enaltecendo suas qualidade e potenciais. Mas é diário e efetivo o destaque que dão a violência e outras mazelas na região. Eu que moro há 13 anos na Praia do Meio e digo que, mesmo com a significativa presença policial na região leste, rara é a noite que não tem grande tiroteio. Mesmo assim, a imprensa pouco dar destaque. Não sei se esse desinteresse é pela banalização da notícia ou por orientação dos governos para não afastar os turistas.

Sobre projetos de obras e equipamentos qualificantes, de iniciativa dos governantes e parlamentares dessa capital e desse estado, para os bairros ribeirinhos da zona Oeste de Natal, até o momento, desconheçoa. Mas projetos depreciativos conheço alguns, em destaque os projeto da ETE Guarapes (CAERN) e do Sistema de Macrodrenagem (SEMOV). O primeiro somos contrários e o segundo conseguimos embargar para ajustes e adequação do projeto a legislação e ao interesse comunitário.

Suspeito até que empresários inescrupulosos, junto com políticos corruptos podem está em parceria para se apropriarem da ZPA4 e tomar a borda de mangue e os altos das dunas só pelo seu alto valor cênico-paisagístico. Esses grupos criminosos quando querem compram o silêncio de fiscais ambientais e tributários e jogam um monte de máquinas dentro de um ecossistema vivo e rico e o transformam em terreno cênico e biologicamente pobre, pronto pra construir seus empreendimentos. Em uma semana destroem o que um pobre ribeirinho levaria décadas, para construir sua gelba familiar.

Basta um tratamento razoável e continuo para que essa Região Dunar e Estuarina Guarapes-BR226 se transforme-se num dos principais atrativos turísticos ambientais da cidade, o #PoloEcoTurísticoGuarapes226. Com pouco tempo e gradual investimento esse Polo passaria a ser o tão sonhado 3º dia de turismo ambiental de Natal, ampliando sua clássica, histórica e curta agenda turística. Tem potencial para, se bem qualificado, entrar na lista dos mais belos e visitados paraísos ecológicos do Brasil. Para tanto, deve-se afastar o preconceito de insegurança. Comunidades próximas as Praias do Forte, Meio, Artistas e Areia Preta são ainda mais violentas que Guarapes,

Assim, o Movimento Mangue Vivo, de nossa iniciativa, deseja valorizar, preservar, qualificar e divulgar esse complexo patrimonial de domínio público e ainda de exploração deletéria privada.

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