Projeto HiperParque Potengi tenta equalizar os interesses na ZPA8A.

No próximo 22/04, Dia do Planeta Terra, completarei 51 anos nessa minha veste carnal e quase 20 anos de ativismo socioambiental. Entendo que estou "mais lá do que pra cá", como diz o matuto, e não raro correndo o risco de sofrer uma "morte matada" por consequência reativa das muitas denúncias que faço de supostos crimes ambientais e contra o patrimônio público. Quase sempre essas acabam inócuas, em vão, pois é raro o Estado investigar com eficiência e mais ainda punir os infratores e fazer reparar os danos.  Não, não estou desistindo do cargo voluntário de "curupira urbano', apenas entendo que, pelo menos eu, devo incrementar outras estratégias mais eficientes e agregadoras e que promovam ganho ambiental em larga escala. 

Nessa linha, abrir espaço para o diálogo aberto, participativo e construtivo parece ser o ponto de partida. Isso inclui chamar para mesa de diálogo/negociação (não é negociata), inclusive, os "homens da moto-serra", da betoneira e do dinheiro. Não é tarefa fácil, mas o diálogo é necessário. Pois, ou os chamamos para o diálogo (forçado ou não) ou eles, que têm o poder econômico e a influência política, jogam a mídia de massa e os tratores contra os "curupiras", a natureza e os mais fracos em artilharia financeira, política e técnica.

Nesse interesse de chamar todos os interessados para a mesa de diálogo/negociação, partindo de um conflito real e contemporâneo envolvendo o setor A da Zona de Proteção Ambiental 8 de Natal (ZPA8A), faço uma proposta inicial, tentando conciliar preservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico. A área foco é a parte de mangue e mata ciliar, não edificada, mesmo que descaracteriza por ação humana. A proposta nasceu de estudos e diálogos superficiais, que demandam aprofundamento. Essa proposta inicial chamo de HiperParque (Conceitual) Potengi.

É uma espécie de Master Plan do núcleo ambiental da ZPA8A, que tomei a liberdade de rascunhar/esboçar, partindo de várias demandas e idéias já apontadas para a área. Dentre dessas, destaco: um novo e maior porto e o parque dos Mangues. Sugiro uma Reserva Extrativista para pescadores e marisqueiras, um Eco-santuário (da padroeira) e até novas locações para a ETE Jaguaribe e a Marina Fluvial Privada de Natal. Excluí a carcinicultura, pois já tive sua vez e deu suas contribuições negativas ambientais. A carcinicultura, por sinal, pode e deve se instalar noutras áreas que não seja de mangue como prever as leis federais e como apontam sérias pesquisas até para assegurar mais produtividade, segurança jurídica e menso doenças. 

O Mapa/Imagem abaixo faz um resumão da proposta. Em breve farei postagens detalhando mais cada subprojeto da proposta. Não esqueçam de ver no rodapé da imagem que indico possível fonte de recurso para implantar os parques, a APA e afins. E de divulgar e comentar essa ideia/proposta.

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